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PF mira aliados de Sóstenes Cavalcante, líder do PL na Câmara, em nova fase de operação contra desvio de cota parlamentar

Por diogenesbrandao • 01/07/2026 às 09:27 • 2 min

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Operação Galho Fraco II. O objetivo da ação é aprofundar as investigações sobre um suposto esquema criminoso que envolve os crimes de peculato (desvio de dinheiro público), lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e miram pessoas ligadas diretamente ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), atual líder do Partido Liberal na Câmara dos Deputados.

Os mandados de busca e apreensão para a coleta e preservação de elementos de prova estão sendo cumpridos simultaneamente no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.

Durante as diligências em endereços de alvos ligados ao parlamentar, os agentes federais localizaram e apreenderam montantes de dinheiro em espécie, relógios de luxo, além de outros documentos e itens de valor de origem não declarada.

O esquema: blindagem de verba pública e fraude processual

O inquérito que tramita no STF aponta indícios robustos de uma engrenagem ilegal composta por agentes públicos, empresários e pessoas jurídicas fictícias ou de fachada.

De acordo com a Polícia Federal, essas empresas eram utilizadas com o único propósito de simular operações comerciais e dar aparência de legalidade à movimentação financeira de recursos de origem pública.

A investigação aponta o uso irregular da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP):

  • As fases anteriores: A PF já havia identificado graves irregularidades no direcionamento da verba de gabinete para a contratação fraudulenta de uma empresa especializada na locação de veículos.
  • O foco atual: A nova etapa busca mapear o rastreamento bancário, o destino final e os beneficiários reais dos valores desviados da cota da Câmara.

Além do desvio primário, a PF identificou que os investigados tentaram ocultar, destruir ou alterar documentos e mídias digitais após as primeiras investidas policiais.

A manobra de obstrução motivou o pedido de busca e a inclusão do crime de fraude processual no escopo das apurações. Os materiais apreendidos nesta manhã serão levados à sede da corporação para análise pericial e cruzamento de dados.

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