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Programa contra o crime organizado já causou prejuízo de R$ 3 bilhões às facções, diz Ministério da Justiça

Por diogenesbrandao • 02/07/2026 às 11:36 • 2 min

O Programa Brasil Contra o Crime Organizado, coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), já causou um prejuízo estimado em R$ 3 bilhões às facções criminosas em todo o país. Os dados, divulgados nesta terça-feira (1º), também apontam redução nos principais indicadores de violência e criminalidade em comparação com o mesmo período do ano passado.

Segundo o balanço, as operações integradas resultaram na prisão de 18.855 pessoas, com a participação de 17.175 agentes das forças de segurança federais, estaduais e municipais. As ações também apreenderam 134,8 toneladas de drogas, erradicaram 93.667 pés de maconha, retiraram de circulação 2.159 armas de fogo e 31.418 munições, além de bloquear R$ 324,9 milhões em ativos financeiros e apreender R$ 723,1 milhões em bens.

Na comparação entre maio de 2026 e maio de 2025, os homicídios dolosos caíram 17,5%, os latrocínios tiveram redução de 14,3% e as lesões corporais seguidas de morte diminuíram 38,7%. Também houve queda nos crimes patrimoniais, com redução de 31,9% nos roubos de carga, 26,6% nos roubos de veículos, 12% nos furtos de veículos e 71,4% nos roubos a instituições financeiras.

De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, os resultados refletem a estratégia de integração entre as forças de segurança e o foco na descapitalização das organizações criminosas, por meio do bloqueio de recursos, apreensão de bens e combate às estruturas financeiras das facções.

“O crime organizado atua como uma rede. Nossa resposta também precisa ser integrada. Estamos atacando não apenas quem executa os crimes, mas principalmente as estruturas financeiras, logísticas e patrimoniais que sustentam essas organizações. Cada prisão, cada arma apreendida, cada bem confiscado e cada ativo bloqueado representa menos capacidade operacional para o crime e mais segurança para a população”, disse o secretário.

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