A decisão do juiz Mauricio Ferreira Ponte que revogou a prisão preventiva do médico Felipe Almeida Nunes, acusado de arrastar a namorada por aproximadamente 250 metros com o carro após uma discussão, segue provocando repercussão e indignação entre entidades ligadas à defesa dos direitos das mulheres. O caso ocorreu na Rua João Balbi, no bairro de Nazaré, em Belém, e ganhou grande visibilidade após a divulgação de imagens que registraram parte das agressões.
Antes da concessão da liberdade ao acusado, a manutenção da prisão preventiva havia sido confirmada pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) em decisão colegiada. A defesa do médico também tentou obter uma liminar no Superior Tribunal de Justiça (STJ), mas o pedido foi negado sob o entendimento de que não existia ilegalidade evidente na prisão.
Ministério Público tenta reverter decisão
Após a revogação da prisão, o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) ingressou com um Recurso em Sentido Estrito para tentar restabelecer a prisão preventiva de Felipe Almeida Nunes. A medida foi apresentada pelo Grupo de Atuação Especial do Júri (GAEJÚRI), com atuação da promotora de Justiça Vyllya Costa Barra Sereni, em apoio à 1ª Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Belém, comandada pela promotora Darlene Rodrigues Moreira.
No recurso, o MPPA sustenta que a gravidade do caso e os riscos à integridade da vítima justificam a necessidade da manutenção da prisão cautelar. O órgão também argumenta que a medida é necessária para preservar a ordem pública e assegurar o andamento regular do processo.
Fotos em aplicativo de relacionamentos ampliam repercussão
Uma semana após deixar a prisão, imagens atribuídas ao médico em um perfil no aplicativo de relacionamentos Tinder passaram a circular nas redes sociais. A divulgação das fotos gerou novas manifestações de revolta e aumentou a pressão sobre o Judiciário em torno do caso.
Relembre o caso
Segundo as investigações, após uma discussão, Felipe Almeida Nunes teria retirado a companheira do veículo e, em seguida, a arrastado por cerca de 250 metros. O episódio foi registrado por câmeras e causou forte comoção na capital paraense.
Para o Ministério Público, a manutenção da prisão preventiva é necessária para garantir a proteção da vítima e evitar riscos durante a tramitação da ação penal. O recurso apresentado pelo órgão ainda será analisado pela Justiça.
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