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Justiça mantém prisão de Oruam apesar de defesa alegar diagnóstico de tuberculose

Por diogenesbrandao • 25/06/2026 às 18:37 • 3 min

A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa do rapper Oruam para revogar sua prisão preventiva, mesmo após a apresentação de laudos particulares que apontam um quadro grave de tuberculose pulmonar. O artista, que responde por duas tentativas de homicídio, permanece foragido há mais de quatro meses.

Os advogados de Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, nome de registro do cantor, alegaram que ele enfrenta um estado de saúde delicado, incluindo perda significativa de peso, sarcopenia e tosse crônica, o que exigiria tratamento adequado e isolamento social. A defesa também argumentou que a fase de instrução do processo foi concluída sem qualquer interferência do acusado na produção de provas.

Na decisão, assinada pela juíza Tula Correa de Mello no último dia 17 de junho, o fato de Oruam continuar foragido foi considerado um dos principais motivos para a manutenção da prisão preventiva. Segundo a magistrada, a evasão do réu representa risco ao cumprimento da lei penal e justifica a continuidade da medida.

A Justiça também destacou que os documentos médicos apresentados foram produzidos por profissionais particulares e, por isso, não possuem valor suficiente para alterar a decisão judicial. Conforme o entendimento da magistrada, uma eventual análise sobre o quadro clínico deverá ser realizada por uma equipe médica oficial, vinculada ao sistema prisional.

A decisão ainda determina que, caso o artista seja capturado ou decida se apresentar voluntariamente, ele deverá ser encaminhado imediatamente para avaliação médica e início do tratamento adequado dentro da rede de saúde destinada às pessoas custodiadas.

Entenda o processo contra Oruam

De acordo com as investigações, Oruam responde por duas tentativas de homicídio qualificado relacionadas a uma operação policial realizada em julho de 2025, na residência do cantor, no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o Ministério Público, ele e outras pessoas teriam lançado pedras contra agentes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), colocando em risco a vida dos policiais.

O rapper também é investigado por ameaça, dano qualificado, resistência e desacato. O processo agora avança para a fase de alegações finais, etapa que antecede uma possível decisão sobre o julgamento pelo Tribunal do Júri.

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