O cenário político nacional ganhou novos contornos com a troca de acusações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre as novas tarifas propostas pelos Estados Unidos. O parlamentar responsabilizou diretamente a gestão petista pelas taxas e se colocou à disposição para tentar reverter a medida junto ao governo americano.
Segundo o senador, a postura de Lula em relação a pautas internacionais e à segurança pública estaria motivando a reação hostil de Washington. Ele afirmou que o presidente dá motivos para punições e declarou: “É uma pessoa ruim, é uma pessoa que destila ódio, é uma pessoa que defende traficante, defende terrorista”.
Por outro lado, o governo federal e o Partido dos Trabalhadores tentam vincular o congressista aos possíveis prejuízos econômicos que o país sofrerá. A militância governista passou a utilizar o termo “Tariflávio” nas redes sociais, enquanto o presidente classificou os filhos de Jair Bolsonaro como “vendilhões da pátria”.
O pomo da discórdia central na diplomacia envolve a classificação das facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Enquanto os norte-americanos defendem a medida, o Palácio do Planalto argumenta que a rotulação fere a soberania nacional e a independência financeira do Brasil.
Flávio Bolsonaro negou que o episódio possa desgastar sua imagem na corrida eleitoral em que se apresenta como pré-candidato à Presidência. O político garantiu que as tarifas não vão prejudicar sua campanha e pontuou que “com a verdade a gente vai explicar que essa taxa é do Lula”.
Para contrapor a pressão, o presidente Lula anunciou que pretende dialogar diretamente com Donald Trump e produzir artigos de opinião contra a taxação. O chefe do Executivo brasileiro declarou que pretende acionar o líder estrangeiro para “mostrar que eles estão errados e induzindo o mundo a violência desnecessária”.
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