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Desenrola 2.0 se aproxima de R$ 1 bilhão em dívidas renegociadas, diz Ministro da Fazenda

Por diogenesbrandao • 12/05/2026 às 06:49 • 4 min

O programa Desenrola 2.0, lançado pelo governo federal para renegociação de dívidas bancárias, está próximo de atingir R$ 1 bilhão em débitos renegociados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (11) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo o ministro, cerca de 200 mil pedidos de renegociação já foram encaminhados aos bancos participantes do programa. Desse total, aproximadamente 100 mil operações estão praticamente concluídas.

O Desenrola 2.0 é destinado a pessoas com renda mensal de até cinco salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 8.105.

Durante o anúncio, Durigan também informou que o governo prepara a ampliação do programa para estudantes inadimplentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A expectativa é que a modalidade esteja “totalmente operativa” ainda nesta semana.

Governo prepara benefício para consumidores adimplentes

O ministro afirmou ainda que o governo estuda criar uma nova versão do programa voltada para consumidores que mantiveram as contas em dia.

De acordo com Durigan, a proposta é oferecer uma espécie de estímulo ou “prêmio” para os adimplentes, embora os detalhes da medida ainda não tenham sido divulgados.

“Neste primeiro momento, o foco está nos consumidores inadimplentes, que enfrentam maiores dificuldades financeiras”, explicou.

Como funciona o Desenrola 2.0

O programa permite a renegociação de dívidas bancárias contratadas até 31 de janeiro de 2026 e com atraso entre 90 dias e dois anos.

Podem ser incluídas dívidas relacionadas a:

  • cartão de crédito;
  • cheque especial;
  • crédito pessoal.

A proposta prevê que os bancos ofereçam um novo empréstimo para quitar a dívida antiga, com juros menores e possibilidade de descontos.

Condições oferecidas

As renegociações podem incluir:

  • descontos entre 30% e 90%;
  • juros máximos de 1,99% ao mês;
  • parcelamento em até 48 meses;
  • primeira parcela em até 35 dias;
  • limite de R$ 15 mil renegociados por pessoa em cada banco.

O percentual de desconto varia conforme o tipo da dívida e o tempo de inadimplência.

Uso do FGTS

O programa também autoriza trabalhadores a utilizarem parte do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas.

Será permitido usar até 20% do saldo do FGTS ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor.

Segundo o governo federal, a medida busca reduzir o endividamento das famílias e diminuir a procura por linhas de crédito com juros elevados.

Programa terá quatro modalidades

O Novo Desenrola Brasil foi dividido em quatro frentes:

  • Desenrola Famílias;
  • Desenrola Fies;
  • Desenrola Empresas;
  • Desenrola Rural.

A previsão do governo é realizar uma mobilização nacional de 90 dias para incentivar renegociações e reduzir os índices de inadimplência no país.

Renegociação do Fies

No caso do Fies, os descontos variam conforme o perfil do estudante e o tempo de atraso da dívida.

Para contratos vencidos há mais de 360 dias:

  • estudantes fora do CadÚnico poderão obter desconto de até 77%;
  • estudantes inscritos no CadÚnico poderão receber abatimento de até 99%.

Em alguns casos, haverá possibilidade de parcelamento em até 150 vezes.

O governo estima beneficiar mais de 1 milhão de estudantes com a medida.

Endividamento das famílias

O lançamento do programa ocorre em meio ao alto nível de endividamento das famílias brasileiras.

Dados do Banco Central apontam que grande parte da renda dos consumidores segue comprometida com dívidas, principalmente em modalidades com juros elevados, como cartão de crédito e cheque especial.

Segundo o Ministério da Fazenda, a expectativa é renegociar até R$ 42 bilhões em dívidas ao longo do programa.

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