A operação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) contra o garimpo ilegal na Floresta Nacional de Jamanxim, em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, provocou forte repercussão política nesta segunda-feira (29).
A ação terminou com uma pessoa ferida após disparos durante a abordagem a um caminhão que, segundo o instituto, era utilizado em atividades ilegais de garimpo. O caso também gerou informações de que uma criança teria sido atingida, versão negada pelo ICMBio, que informou que ela sofreu uma crise asmática durante a ocorrência.
Diante da repercussão, o ex-deputado estadual Márcio Miranda, o ex-governador Helder Barbalho (MDB) e a governadora Hana Ghassan (MDB) se manifestaram publicamente contra a forma como a operação foi conduzida e cobraram apuração dos fatos.
A operação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) contra o garimpo ilegal na Floresta Nacional de Jamanxim, em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, provocou forte repercussão política nesta segunda-feira (29). pic.twitter.com/UkacuLRBF2
— Portal Estado do Pará Online (@Estadopaonline) June 30, 2026
Em vídeo publicado nas redes sociais, Márcio Miranda afirmou que a atuação dos agentes foi incompatível com os protocolos de segurança. Militar da reserva, ele disse nunca ter aprendido que disparos contra veículos fossem um procedimento aceitável em abordagens. “Nós não podemos aceitar que, em nome da Justiça, alguém faça um absurdo desse tipo”, declarou.
Segundo ele, não havia reação armada por parte dos ocupantes do veículo, o que, em sua avaliação, torna injustificável a ação. Miranda também defendeu que os agentes envolvidos sejam responsabilizados e afirmou que esse tipo de operação “tem que parar”.
Também por meio de vídeo, Helder Barbalho classificou a operação como “absolutamente desastrada”. O ex-governador afirmou ter recebido diversas mensagens de moradores da região relatando pessoas feridas, inclusive crianças, e disse que a busca pela regularização ambiental não pode ser feita com violência.
“A busca pelo processo de regularização ambiental não justifica violência. Não é dessa forma que nós vamos buscar conciliar a produção rural com a sustentabilidade da nossa região”, afirmou.
Helder informou ainda que entrou em contato com autoridades em Brasília para cobrar diálogo entre o Governo Federal e os produtores da região, com o objetivo de reduzir a tensão no município.
A governadora Hana Ghassan também comentou o caso por meio da rede social X. Ela informou que determinou a abertura de investigação para apurar os fatos e afirmou que o envolvimento de órgãos de fiscalização em conflitos recorrentes “acende um alerta para abuso de autoridade e desvio de finalidade”. A governadora acrescentou que o Governo do Pará cobrará explicações do Governo Federal e adotará as medidas jurídicas cabíveis.
“Não vamos admitir excessos por parte de órgãos de fiscalização”, escreveu.
Estou acompanhando os desdobramentos da operação do ICMBio em Novo Progresso que deixou uma pessoa ferida nesta segunda.
— Hana Ghassan Tuma (@hana_ghassan) June 29, 2026
Em nota, o ICMBio informou que está apurando o ocorrido e afirmou que a equipe abordou um caminhão a serviço do garimpo ilegal, cujo motorista desobedeceu à ordem de parada. Segundo o instituto, policiais militares efetuaram um disparo de advertência e estilhaços atingiram de raspão a perna de um dos ocupantes do veículo, que foi socorrido de helicóptero e encaminhado ao hospital, onde permanece em estado estável.
O órgão também negou que uma criança tenha sido baleada durante a operação. De acordo com o ICMBio, ela recebeu atendimento após apresentar uma crise asmática e as informações que apontam ferimento por disparo são falsas.
O instituto informou que os responsáveis pela divulgação dessas informações poderão responder judicialmente pela disseminação de notícias falsas.
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Malfeitores públicos oportunistas, que em vez de apoiar as operações de combate a atividades criminosas de exploração ilegal de recursos minerais, supostamente, apoiam os responsáveis pelas ilicitudes.
As “críticas” dos execráveis seres mencionados na matéria, deveriam ser um alerta aos eleitores do Pará, para que os rejeitem no processo eleitoral.
Precisamos aproveitar do recurso que ainda dispomos, que são as eleições diretas, para banir “paus-mandados” do clã, que há muitas décadas explora e fomenta a pobreza econômica, e o atraso civilizatório no Pará, assim como, os outros candidatos que têm surgido com os mesmos interesses escusos.