O Brasil está nas oitavas de final da Copa do Mundo! Depois de sair atrás no placar, pressionar durante praticamente todo o segundo tempo e desperdiçar boas oportunidades, a equipe comandada por Carlo Ancelotti marcou o gol da classificação nos acréscimos e venceu o Japão por 2 a 1, garantindo presença na próxima fase do Mundial.
No último minuto, Rayan roubou a bola, tocou para Bruno Guimarães, que encontrou Gabriel Martinelli livre dentro da área. O camisa 22 finalizou na saída do goleiro, a bola ainda bateu na trave antes de entrar e explodiu a torcida brasileira no estádio e ao redor do mundo. Com a classificação confirmada, a Seleção agora enfrentará o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, valendo uma vaga nas quartas de final da Copa do Mundo.
Primeiro tempo: posse sem profundidade e castigo em um erro
O primeiro tempo terminou com o Japão em vantagem por 1 a 0, mas o placar não reflete um domínio territorial dos asiáticos. O Brasil teve 59% de posse de bola, controlou as ações durante boa parte da etapa inicial e tentou assumir o protagonismo desde os primeiros minutos. O problema esteve justamente na dificuldade para transformar esse controle em chances claras.
A equipe de Carlo Ancelotti encontrou um adversário extremamente organizado defensivamente. Depois de suportar a pressão inicial, o Japão reduziu os espaços entre as linhas e passou a impedir que Vinicius Júnior, Matheus Cunha e Lucas Paquetá recebessem a bola em condições favoráveis. O resultado foi um ataque brasileiro previsível e com poucas infiltrações.
As melhores oportunidades da Seleção surgiram em finalizações de média distância ou em jogadas individuais. Matheus Cunha obrigou o goleiro japonês a fazer boa defesa logo aos 14 minutos e voltou a assustar aos 38. Bruno Guimarães também levou perigo duas vezes, enquanto Vinicius Jr. teve a principal tentativa defendida aos 34 minutos.
O Japão, por outro lado, mostrou eficiência. Mesmo com menor posse, aproveitou melhor os momentos em que conseguiu acelerar a transição ofensiva. Aos 29 minutos, Kaishu Sano aproveitou um erro na saída de bola brasileira, cometido por Danilo, avançou com liberdade e finalizou no canto para abrir o placar.
Os números ajudam a explicar o cenário. Apesar da superioridade na posse de bola (59% contra 35%), o Brasil acertou apenas duas finalizações no alvo, praticamente a mesma produção ofensiva do Japão, que foi mais objetivo e converteu uma das melhores oportunidades.

Segundo Tempo: Casemiro empata, Brasil sufoca e Martinelli vira herói
Ancelotti voltou com Endrick no lugar de Lucas Paquetá, que deixou o jogo após sentir um problema físico. O atacante do Real Madrid entrou como referência no ataque e passou a ter quatro homens mais avançados, enquanto Matheus Cunha recuou para participar da construção das jogadas. A alteração aumentou a pressão sobre a defesa japonesa desde os primeiros minutos.
O impacto foi imediato. Em apenas 11 minutos do segundo tempo, o Brasil criou quatro finalizações, obrigando o goleiro japonês a trabalhar em sequência nas tentativas de Bruno Guimarães, Endrick, Casemiro e Matheus Cunha. A insistência foi recompensada aos 56 minutos, quando Casemiro apareceu livre na área para cabecear com força após cruzamento de Gabriel Magalhães e deixar tudo igual no placar.

Logo após o empate, Vinícius Jr fez grande jogada individual e bateu na saída do goleiro, que triscou na bola e fez ela parar na trave. Com a pressão aumentando e sem muitos espaços pelo meio, Ancelotti resolveu tirar Matheus Cunha e colocou Gabriel Martinelli. Enquanto o Brasil buscava novos espaços, o Japão se fechava anda mais.

Após o lance, o Brasil seguiu no controle da partida, mas encontrou cada vez mais dificuldades para romper a última linha japonesa. Com a entrada de Martinelli e as mudanças promovidas pelo Japão, o duelo perdeu intensidade por alguns minutos.
A equipe japonesa reforçou o sistema defensivo, baixou as linhas e passou a apostar apenas em escapadas esporádicas, como na finalização de Ayase Ueda defendida por Alisson. Sem encontrar espaços por dentro, o Brasil passou a alternar investidas pelas pontas e cruzamentos, mas com menos frequência do que no início da etapa.
Nos minutos finais, a pressão brasileira voltou a crescer. Rayan e Martinelli levaram perigo, Vinícius Júnior voltou a exigir boa defesa do goleiro japonês aos 89 minutos e Bruno Guimarães acumulou cobranças de escanteio na reta decisiva.
No último minuto, Rayan roubou a bola, tocou para Bruno Guimarães que encontrou Martinelli sozinho dentro da área. O camisa 22 bateu na saída do goleiro, a bola tocou na trave e entrou, explodindo a torcida brasileira no estádio e no mundo todo.
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