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Filha de 7 anos de policial militar morta depõe em processo; interrogatório de tenente-coronel é adiado

Por diogenesbrandao
03/07/2026 às 10:10 • 2 min de leitura

A Justiça de São Paulo encerrou, nesta quinta-feira (2), a fase de oitivas das testemunhas no processo que apura a morte da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos. Durante quatro dias de audiências, a 5ª Vara do Júri da Capital ouviu 30 testemunhas, entre elas familiares da vítima e sua filha, de 7 anos.

Com o encerramento dessa etapa, o interrogatório do réu, o tenente-coronel da Polícia Militar Geraldo Leite Rosa Neto, foi remarcado para o dia 28 de agosto, às 10h. Inicialmente, o depoimento estava previsto para esta sexta-feira (3), mas foi adiado após a defesa solicitar a complementação do laudo pericial elaborado pelo Instituto de Criminalística.

O oficial permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março e responde pelos crimes de feminicídio e fraude processual.

Entenda o caso

Gisele Alves Santana foi encontrada morta no dia 18 de fevereiro em seu apartamento, no bairro do Brás, na região central de São Paulo. A ocorrência chegou a ser registrada inicialmente como suicídio, mas as investigações levaram o Ministério Público de São Paulo a denunciar o marido da policial por feminicídio qualificado e fraude processual.

Segundo a denúncia, após a morte da vítima, o acusado teria alterado a cena do crime para simular um suicídio, posicionando a arma na mão de Gisele com o objetivo de induzir a investigação ao erro.

Ainda conforme o Ministério Público, laudos periciais identificaram inconsistências na versão apresentada pelo acusado, além de vestígios de sangue em suas roupas e indícios de que ele teria tomado banho após o crime, o que, para a acusação, indicaria tentativa de eliminar provas.

A denúncia sustenta ainda que o crime foi motivado pela recusa do acusado em aceitar o fim do relacionamento e que Gisele foi surpreendida, sem possibilidade de defesa, circunstâncias que qualificam o feminicídio.

Com a conclusão da fase de depoimentos, o processo seguirá para o interrogatório do acusado, marcado para o fim de agosto, dando continuidade à instrução criminal.

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